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Aqui no blog você pode conhecer um pouco dos meus textos, minhas opiniões, minhas preferências... Boa leitura!

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Ih, esqueci!!!

IH, ESQUECI!!!
(Lel Amaro)


            Gente, esse ano está uma coisa tão maluca que eu me esqueci de uma coisa muito importante: ontem, dia 27 de outubro de 2015, o blog completou dois aninhos!!! Obrigado a você leitor que visita o blog! Aproveito para convidá-lo para me seguir nas redes sociais! Estou deixando aqui para vocês!

            Facebook: https://www.facebook.com/blogdolel/?fref=ts
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            Aguardo por vocês! O snapchat ainda está um pouquinho devagar porque ainda estou começando, mas quando der eu apareço! Obrigado pela visita no blog, e até o próximo texto!



JJJJJJJ

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Humanos! Simples assim!

HUMANOS! SIMPLES ASSIM!
(Lel Amaro)


            Olha só, vou confessar uma coisa pra vocês: estou ficando de saco cheio desse cabo de guerra entre gays e religiosos. Vou usar a palavra ‘religiosos’ pra evitar o mimimi. Aliás, outras guerrinhas também me incomodam, mas essa especificamente está bastante evidente atualmente.
            Gente, eu fico meio apavorado com essas pessoas que ficam bufando e agredindo com ofensas, muitas vezes graves, toda e qualquer pessoa que tenha um pensamento que vá contra a opinião pessoal de um grupo. Pior ainda quando o agressor que baba ódio pela gravata procura se camuflar em uma aparência de defensor da moral e do amor.
            Tem um paradoxo piscando nas telinhas da TV e em muitos templos religiosos. A impressão que alguns líderes religiosos me causam quando os vejo na TV é a de que vão pular da tela e sair distribuindo pancada pra quem estiver no caminho. Sou o único que sentiu isso? Vou te dizer que eu até acho graça de vez em quando...
            A coisa é ainda mais cruel fora dos templos e por trás das câmeras. Existem lugares que são extremamente agressivos para homossexuais. Os gays, lésbicas e bissexuais já lidam com agressões verbais, físicas e psicológicas, vindas de religiosos ou não, nas ruas, clubes, academias, escolas, empresas e por aí vai. Muitos vivem em uma verdadeira amostra grátis do inferno dentro da própria casa, sendo agredidos por suas próprias famílias.
            Agora eu vou te contar um segredinho: depois de tomar muita porrada da vida, muitos homossexuais vão buscar alívio em Deus, e não se sentem à vontade para ir a uma igreja, que teoricamente, deveria ser hospitaleira para todos. Sabe por quê? Simples: a igreja quer que eles deixem de ser o que “se tornaram”, que “voltem a ser heterossexuais”.
            Querido leitor, tentar imaginar que uma pessoa escolhe viver correndo o risco de ser linchado na rua, no trabalho ou na própria casa pelos próprios familiares é forçar muito a barra. É ridículo. Pessoas, geralmente, escolhem uma vida tranquila, com direito à felicidade, à segurança, à liberdade, e não o contrário.
            Esse papo de opção sexual, em minha opinião, é uma maluquice que alguém inventou. As pessoas nascem heterossexuais, homossexuais ou bissexuais, e por mais que se vistam de uma falsa aparência na tentativa de camuflar quem elas realmente são, lutando pela sobrevivência nesse mundo de quadradinhos geometricamente delimitados, a essência estará sempre presa lá dentro tentando respirar. Querer que uma pessoa passe a ser outra pessoa é, antes de tudo, muito, mas muito cruel. Crueldade não combina com amor, você não acha?
            Aí alguém pode querer dizer: ah, mas os homossexuais também atacam a igreja! Bem, alguns sim, é verdade! Também é verdade que muitos religiosos não concordam com essa barbaridade toda que vemos nos meios de comunicação ou nos templos, como eu disse lá em cima. Sim, é verdade também! Gente, quem foi que disse que homossexuais e religiosos devem ser inimigos? Quem disse que a fé é exclusiva dos heterossexuais? E quem disse ainda, que essas pessoas devem ser ásperas umas com as outras? Sua orientação sexual e sua religião não determinam o que você diz e como você diz. Isso é coisa do seu caráter.
            E se você estiver torcendo o seu nariz para mim enquanto lê esse texto, eu digo que sou sim a favor dos direitos iguais para todos! Todos devem sim ter o direito de ir e vir, de usar a roupa que quiser, de arrumar o cabelo da forma que quiser e se quiser ter cabelo, de ser solteiro, de namorar a pessoa por quem se apaixonar, de se casar, de ter ou adotar filhos, formar família e ser um ser humano pleno, cidadão consciente e praticante de seus direitos e deveres. Ser heterossexual, gay, lésbica, bissexual, ou em outras palavras, ser gente jamais deveria ser motivo de ódio. Longe disso. Ninguém deve ser marionete de ninguém! Cortem os cordões, pelo bem da humanidade!
            Acho que enquanto tanta gente está por aí se preocupando demais em atacar uns aos outros levantando bandeira religiosa ou gay e escolhendo um lado da corda pra puxar, deveriam investir no amor, no respeito à igualdade e às diferenças, valorizando a beleza de ser humano capaz de pensar e elaborar opiniões diferentes. Deveriam se concentrar em levantar uma única bandeira branca, envolvendo toda humanidade sobre o limpo e claro manto da paz.
            Utopia? Talvez. Mas eu escolho ter fé. Acredito em Deus, e acredito que Deus é bom.
            Lembre-se que você é humano, sente prazer, dor, alegria, tristeza, sorri, chora, e que as pessoas ao seu redor são humanas também, diferentes, mas iguais a você. Todos nós somos iguais enquanto seres humanos, e todos nós somos diferentes enquanto seres humanos. Parece confuso? Não é não. É natural.


JJJJJJJ

sábado, 12 de setembro de 2015

Banho


BANHO
(Lel Amaro)



            Acordou naquele dia com preguiça de levantar. Desligou o despertador e preferiu ficar mais alguns minutos na cama, ouvindo o som da chuva que descia lentamente pelo telhado.
            Observando que o tempo escoava como a água pelas calhas, levantou-se meio indisposto a encarar novamente a rotina enfadonha imposta por uma vida tempestuosa e lamacenta, onde seus sonhos foram atolados no barro escuro, pisados e desconhecidos. Refletiu.
            Arranjou alguma peça de roupa, visto que tinha poucas secas e a chuva impedia a secagem das outras, também poucas. Então, depois de ouvir alguma palavra desagradável resmungada por alguém, seguiu para o banheiro, fechou a porta e ficou ali dentro, deixando o mundo do lado de fora.
            Ao olhar sua imagem no espelho, com olheiras profundas, cabelo desgrenhado, tentou encontrar sua alma, ainda viva, respirando o que conseguia através das pupilas entre cortinas arroxeadas. A cada peça de roupa que retirava, era revelada uma parte de um corpo que, apesar da aparência, não é velho.
            Ligou o chuveiro, tossiu, pisou o chão escorregadio, ainda gelado, e se misturou à água. E no meio das gotas, começou a tocar em seus ouvidos uma canção bonita, um canto de fé, e não estava mais tão frio.
            A música envolvia sua pele, e a dor em suas costas sinuosas, enrijecidas pelo tempo que insistiu em se adiantar, foi incapaz de impedir seus movimentos tímidos e ritmados.
            E se lembrou de quando era uma criança, e seus sonhos reviveram quando sua alma venceu as pupilas, incorporada nas bolhas de sabão, e abraçou a água do chuveiro como se fosse o seu par, e dançou como se o tempo não existisse. Sua boca não fedia a podre, e pode sorrir.
            Ali era um novo mundo, e dançava, girava, sorria até que se viu em um palco. Todos o admiravam, e não se envergonhou de estar nu, com todos aqueles dançarinos nus que o acompanhavam, ao som dos tambores, kalimba, mbira, chocalhos e vozes.
            Em meio ao negro do teatro, algo branco e limpo o envolvia em sua dança, e se sentiu em paz, até que o tempo voltou, e precisou fechar o chuveiro. O mundo bateu a porta e o espetáculo foi interrompido.
            Então se penteou, se perfumou, se vestiu e se sentiu mais novo do que antes. O dia estava claro, e foi trabalhar, mas não foi sozinho. A música continuou lhe fazendo companhia, cantando discretamente que o sonho ainda vivia, e sua alma respirava.

SSSSSSS

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Leve...

LEVE...
(Lel Amaro)



            Como é bom viver mais leve...
          Sabe, tenho passado por muitos problemas. Essa está sendo mesmo uma fase muito complicada em minha vida. São dias difíceis, com problemas brotando de cada canto por onde eu passo.
           Costumo dizer que nada que acontece em nossas vidas é em vão, fruto do acaso, e eu agradeço a Deus porque tenho aprendido com os detalhes, às vezes sutis, outras vezes nem tanto.
           Vivo uma busca constante de me aproximar a cada dia mais de Deus. Esse é o meu objetivo de vida. Sinto que estou conseguindo, e isso me deixa muito feliz.
         Sinto-me bem melhor do que era antes, ao ponto de passar pelas situações com mais serenidade, falando quando necessário, discutindo o menos possível e aproveitando mais o silêncio, a observação e a reflexão. Às vezes tenho meus instantes de fúria, e não me martirizo por esses deslizes. Sou humano, imperfeito, mas isso não me torna mal ou menor do que os outros.
            Resultado: vivo a cada dia mais leve!
       Apesar da tempestade, apesar das forças que querem me fazer afundar, apesar de minhas imperfeições, que são muitas, apesar de todo o ódio que ainda sinto e não nego, apesar da ingratidão, dos "amigos" que se foram, apesar de toda intenção contrária, meu foco está em Deus, e é nessa direção que eu quero seguir a cada dia! Deus conhece o meu coração e a minha mente, e ninguém mais.


JJJJJJJ

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Bilhetes

BILHETES
                                     (Lel Amaro)



Sonhos, sensações, arrepios, animais, vivos ou mortos
Inesperados nos lugares certos e nas horas certas
Sinais, portadores de significados necessários
Capazes de inspirar mudanças de atitudes.

Pequenos detalhes que deixam de ser simples pelo contexto.
Um sapo na calçada, uma mancha na janela,
Uma cobra esmagada no asfalto...

O que para todos parece bobagem ou loucura
É a mais lúcida realidade, e sempre foi assim.
Quem carrega consigo essa sensibilidade
Nem sempre a compreende em si,
Mas algo diz o que é necessário
De modo incomum, porém claro e objetivo.

Não a pede, mas lhe vem.
Talvez um dia a compreenda,
Mas o que lhe comunica já é motivo de gratidão.


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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Conversa de Carnaval

CONVERSA DE CARNAVAL
(Lel Amaro)



            Chegou fevereiro. Aí, aquele cara que votou errado e colocou a pilantragem no poder, aquele cristão que contribuiu para as mansões do pastor adquirindo meias e tijolinhos por preços que nem comento, aquele pegador que trepou com as sete freguesias e nem pensou que deveria agasalhar o “Severino”, aquele individualista que precisa do dicionário para entender o significado de caridade, que entope o corpo de hambúrguer, batata frita e refrigerantes e entope os bueiros com as embalagens, e outras malas que conhecemos, começam a dizer que a situação econômica do país, o aumento de doenças venéreas, a pobreza e a violência, o consumo de alimentos “ruins” e a poluição seriam reduzidos se o governo acabasse com o Carnaval.
            Acabar com o carnaval não garante que a vida será um mar de rosas, mas uma grande mudança de atitude pode dar ótimos resultados. Se o seu dinheiro não está rendendo o que deveria render pela lógica, saber planejar onde você investe é um bom começo. Dar grana pra quem tem o porco mais gordo que o seu é meio incoerente...
            Tá com medo de pegar doença alguma doença no Carnaval? Tenha cuidado! Todo mundo já sabe das medidas preventivas, e elas valem para o ano todo! Você ainda se lembra de onde fica o posto de saúde?
            Acha que a vida do seu próximo está ruim? Ponha suas ideias em prática, visite um abrigo de idosos, contribua para alguma ação social séria, comece por você mesmo!
            Acha que vai engordar, ter piriri ou ficar de porre? Você decide o que entra na sua boca, assim como os outros! Ninguém vai obrigar você a comer aquele lanche bombástico do comercial, e aquela placa vermelha famosa na parede da lanchonete é uma sugestão, e não uma ordem.
            Acha que a rua está suja? Faça a sua parte e jogue o lixo na lixeira, e se não tiver lixeira, guarde no bolso até encontrar alguma. Além disso, plante árvores, adote um animal carente, pague o que deve, respeite o próximo, e veja que muitos problemas não serão resolvidos, mas a vida melhora bastante com bons hábitos.
            Agora, meu amigo, se depois de todas essas dicas, você ainda insiste em manter hábitos errados e colocar a culpa no Carnaval toda vez que chega fevereiro, eu só espero, pelo menos, que você não seja um daqueles que já começaram votando errado...


POPOPOP

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Salve o Carnaval!!!

SALVE O CARNAVAL!!!
(Lel Amaro)



            Olha só, muitas pessoas falam do carnaval como se fosse um grande problema do nosso país, o associando às pessoas que nessa época fazem de tudo o que não devem e mais um pouco e ao descaso dos nossos governantes com áreas fundamentais que são negligenciadas.
            Quem nunca ouviu alguém dizer que no carnaval aumentam as ocorrências de mortes e acidentes associados ao alcoolismo ou à prática sexual sem os devidos cuidados?
            Pra começo de conversa, acho que o que rola por trás do carnaval não é carnaval. Primeiro ponto: quem quer beber ou usar outras drogas não precisa de data especial para isso. Tem pinguço cercando porco na ventania todo dia do ano pra quem quiser ver, e isso não é exclusividade brasileira.
            Sobre o que diz respeito às doenças venéreas, todo mundo já está careca de saber dos riscos que assumem ao não tomarem os cuidados que são devidamente recomendados para preveni-las. Se tiver gente fazendo filho enquanto o boco passa, não é culpa de quem está sambando, não acha? Em outras palavras, o carnaval é uma festa coletiva, e esses problemas vêm da consciência de cada babaca que decide colocar em risco a sua vida e a de outros que estiverem próximos.
            E se você pensa que acabou ainda tem mais.
            Quem nunca ouviu dizer que o dinheiro que financia o carnaval deveria ser destinado à saúde e à educação?
            Bem, isso aí eu penso do dinheiro dos salários estratosféricos dos parlamentares, que são aumentados quando eles simplesmente decidem, enquanto temos um salário mínimo que dá vergonha, um país de analfabetos funcionais que engordam as estatísticas de alfabetizados pra inglês ver e pessoas doentes morrendo em corredores de hospitais públicos e filas de espera no SUS.
            Aí vem me dizer que a culpa disso tudo é do carnaval? Ah, me desculpa, mas pra mim não cola.
            Carnaval é arte, é cultura, é diversão. Se você nunca assistiu, assista a um desfile de escola de samba e veja quanta cultura na avenida! Aproveita pra pesquisar um pouco e veja também quanto trabalho envolvido, e quanta pesquisa que é feita por todos que passam um ano inteiro se dedicando para por na avenida aquilo que muitos querem que acabe. Isso sem falar nas outras formas de brincar o carnaval pelos quatro cantos do Brasil.
            Não penso que devam combater o carnaval. Não devemos confundir as coisas. Se você leitor não gosta de carnaval, é seu direito e eu respeito. Não participe do carnaval e pronto! Do mesmo modo, peço que respeitem as comunidades que mostram o nosso samba, o nosso frevo, o nosso maracatu, as nossas mulatas, os nossos malandros e as nossas baianas para o mundo! Carnaval é cultura e arte, e o resto é mal aproveito. Faça um bom aproveito do nosso carnaval!

POPOPOP