Diz que me ama...
(Lel Amaro)
Se você diz que me ama, eu
não peço anúncios. Peço convivência, se possível diária, mas sem correntes e
sem esforço, para não se cansar. Que seja leve e necessário como o ar. E apesar
da distância, quando não for possível estar por perto, se faça presente em meus
dias, mesmo que seja apenas para me dizer: hei, eu não te esqueci.
Se você diz que me ama, eu não peço
presentes. Peço sinceridade em cada olhar, em cada toque, cada abraço e,
principalmente, em cada palavra. Não sou depósito de embrulhos agendados ou
mensagens pré-fabricadas em um ou dois dias do ano para não passar em branco.
Mais vale um ano inteiro colorido do que um dia bonito na foto.
Se você diz que me ama, eu não peço
exclusividade. Não quero tomar o lugar de nenhum dos seus amigos, nem tenho o
direito de tirar ninguém da sua vida. Eu quero ter o meu lugar, e que o meu
lugar não fique esquecido. Que não seja por obrigação. Nunca me negue a voz, e
nem os ouvidos.
Enfim, se você me ama, eu não peço
provas. Peço que me mostre, e deixe-me mostrar o meu amor. Seja meu amigo, e
então seremos naturalmente necessários. Até que de tão natural, a gente se
torne um, e se confirme a verdade, e se transforme em certeza, se assim você
quiser. Eu quero.

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